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Tesamorelina — Explicado

Por Redação · publicado 2025-10-10 · última revisão 2025-10-30 · Data

Tesamorelina aparece com frequência em conversas e raramente com contexto. Aqui vão primeiro os fundamentos, depois as considerações práticas.

Revisado em 2025-10-30. O que continua em debate é marcado como tal.

Contexto

=== Crenças e rituais === Embora o Cristianismo seja agora a religião dominante, subsiste um fundo de crenças ancestrais nas zonas mais rurais. Os antigos chaga acreditam na existência de feiticeiros (wusari) com capacidade de fazer chover. Veem nos sonhos presságios. Adoram os seus falecidos, crendo que estes influenciam o seu destino. O seu deus chama-se Ruwa e a sua mitologia possui muitos pontos comuns com a Bíblia. Reconhecem o conceito de pecado e praticam um género de confissão acompanhada de infusões para afastar o infortúnio da vítima. É o curandeiro o encarregado deste ato, além das suas funções medicinais. Nas antigas tradições, apenas os indivíduos casados são amarrados em posição fletida e depois sepultados de frente para o Kibo. Os jovens e nados-mortos são envolvidos em folhas de bananeira e frequentemente depositados no sopé de uma árvore. Ocorrem sacrifícios de animais durante os nove dias que se seguem ao enterro, a fim de acompanhar a alma do falecido. Existia um rito de passagem relativamente violento chamado ngasi para marcar a passagem dos rapazes à idade adulta (mbora). Os casamentos eram arranjados pelas famílias.

Fontes: pt.wikipedia.org

Mecanismo de ação

A propriedade chaga típica é constituída por uma concessão (muri ou mri), no centro da qual se encontra a cabana (mmba), desprovida de paredes e cujo telhado — feito de estacas de madeira, ramos de espinhosas e palha — assenta diretamente no solo. Tem uma forma alta e cónica a leste, entre Rombo e Moshi, e baixa e abobadada a oeste. O espaço do lado a jusante é partilhado com os animais (cabras, bovinos); ao fundo, o lado a montante é reservado aos humanos para as refeições, receber visitantes, dormir e guardar os utensis domésticos. A cama é feita à base de folhas de bananeira cobertas por uma pele de animal. Os dois espaços são separados por estacas e pelo fogão (iriko), acima do qual secam os frutos e a lenha. Estas cabanas tradicionais foram substituídas por casas retangulares (nshelu, mtshalo ou mshalo) de tijolo ou blocos de cimento, rebocadas e pintadas, com janelas de vidro e telhado coberto de chapa ondulada. A concessão é rodeada por uma sebe (ndaala ou waatha) de Dracaena steudneri para garantir a segurança. Dois pátios circundam a habitação: um pátio exterior (mboo ou nja), ao qual se acede por um portal (ngiri, kichumi ou ksingoni), que permite às crianças brincar; um pátio interior (kari, kadi, mbelyamba ou kandeni), na parte de trás, permite extrair as sementes de todos os tipos (cereais, café). Podem ser construídos anexos na concessão: celeiro, alpendre para a cerveja ou cabana. Esta última servia para abrigar o marido após longos anos de vida em comum, mas a prática desapareceu · · .

Fontes: pt.wikipedia.org

Estado das pesquisas

Do ponto de vista antigo dos Wachagga, as zonas cultivadas situam-se entre a savana (kasa, nuka, mwai) árida, insalubre, portadora de febres e percorrida pelos guerreiros Maasai, por um lado, e a floresta de montanha (nturu, mtsudu, msuthu), por outro. A agricultura é, desde o período pré-colonial, marcada por um sistema produtivo relativamente intensivo, caracterizado pelo espalhamento de estrume proveniente da pecuária em solos já férteis. Entre as produções figuram, em primeiro lugar, as bananeiras, introduzidas do Sudeste Asiático, provavelmente pelos comerciantes árabes, por volta do século VIII. Além dos frutos chamados iruu ou irubu, as folhas e as fibras têm inúmeras utilidades. A banana existe em variedades para consumo em fresco (fruto de sobremesa), para cozinhar ou para fabrico de cerveja, tendo cada uma um termo próprio, o que demonstra toda a sua importância. A árvore e o fruto estão no centro de inúmeras tradições e marcam eventos como casamentos, gravidezes, nascimentos e mortes. O bananal é transmitido por herança de pai para filho. Os tubérculos como o inhame (kikwa para a espécie local resultante de cruzamentos de Dioscorea cayenensis, Dioscorea abyssinica e Dioscorea alata), o taro (espécie comum Colocasia esculenta chamada iruma, duma ou ithuma) e, mais recentemente, a batata-doce (Ipomoea batatas, conhecida pelo nome de kisoiya) têm também um papel essencial na alimentação chaga.

Fontes: pt.wikipedia.org

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Uso e manuseio

Por fim, são cultivados dois cereais: a eleusine (vumbi ou mbeke) é originária de uma região entre o Uganda e a Etiópia; o milho (maimba ou mahemba, termos inicialmente associados noutras línguas ao sorgo) foi introduzido primeiro pelos portugueses a partir das Antilhas, sendo depois substituído por uma variedade da África do Sul no início do século XX, vendo o seu consumo aumentar, apesar de ter estado ausente da alimentação chaga durante muito tempo. As parcelas onde são cultivados os cereais e a maioria dos tubérculos são irrigadas por verdadeiras redes de canais (mfongo) e depois deixadas em pousio, geralmente ao fim de dois ou três anos. A ferramenta básica para trabalhar o solo é a enxada, mas o machado para o desbravamento e a foice, nomeadamente, são também necessários. A sul, a agricultura modernizou-se (fertilizantes, tratores, emprego de mão de obra), enquanto a leste permaneceu mais tradicional e principalmente feminina. O calendário é dictado pelas estações a que o Quilimanjaro está submetido. A exploração de um espaço de colheita a montante das zonas habitadas, na orla superior da floresta, desapareceu · . A introdução da cultura do café data do final do século XIX, mas o seu crescimento só ocorre a partir da década de 1920. O número de cultivadores, que eram 600 em 1922, multiplicou-se por vinte no espaço de dez anos, sob o impulso de uma cooperativa de pequenos produtores locais. Na década de 1950, a subida do preço do café permitiu-lhes enriquecer, investir nomeadamente na construção de novas infraestruturas e ganhar mais peso político.

Fontes: pt.wikipedia.org

Perguntas frequentes

O que é Tesamorelina?

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